A contratação de empresa do Rio de Janeiro – com dispensa de licitação – para prestação de serviços de organização de filas, locação de 50 tendas e 2,4 mil cadeiras por quase R$ 4,5 milhões colocou o Banpará como protagonista do festival de gastos praticados por órgão públicos durante a pandemia.
A denúncia feita por um blog do estado, diz ainda que a informação desse contrato caiu como uma bomba entre os próprios servidores do banco. Isso porque existe suspeitas de irregularidade no contrato milionário.
A justificativa para o contrato é a criação de infraestrutura para atender clientes de programas sociais do governo.
VALORES NO PARÁ
Pelo contrato firmado entre o Banpará e a Lep Music Produção, Gravações e Edições Musicais Ltda, especializada não na organização de filas, mas na área musical e de eventos, os valores parecem absurdos.
O próprio blog que fez a denuncia também cotou os mesmos itens no mercado de Belém, que teria por exemplo, 50 tendas por R$ 40,5 mil (50 x R$ 810) e 2,4 mil cadeiras por R$ 102,960 (2,4 mil x R$ 42,90), ou seja, pouco menos de 2% do valor do contrato. Mais: o valor de R$ 143,4 mil para compra de 2,4 mil cadeiras e 50 tendas pagaria 31 jogos iguais por R$ 4.465.913,00.
Qual o motivo?
Além dos valores que precisam ser apurados, também é estranho contratar uma empresa do Rio de Janeiro em detrimento do mercado local. Afinal, em Belém, como em diversas cidades do interior do Estado, há dezenas de empresas capacitadas e em condições de atender esses serviços.
Fonte: Olavo Dutra