Agora sob investigações da Polícia Federal, a Alepa foi um dos alvos da operação deflagrada na manhã de ontem 02, que investiga o desvio de recursos Federais, em contratos de R$ 198 milhões para área da Saúde e Educação no Pará.
A operava da PF, investiga um esquema que inclui direcionamento de licitações, adesões irregulares a atas de registro de preços, simulação ou execução parcial de contratos administrativos, repasses de vultosos de valores públicos, além de saque em espécie e redistribuição desses recursos entre os integrantes.
Cinco pessoas foram presas em Belém, e Marituba. Além de 18 mandados de busca e apreensão, bem como o bloqueio de ativos, afastamento de sigilo bancário e fiscal de 17 investigados, o afastamento de seis servidores públicos e a suspensão, por tempo indeterminado, das atividades econômicas de 4 empresas investigadas.
Nos últimos 26 anos a Alepa tem sido palco de escândalos e corrupção.
Na presidência de Martinho Carmona (1999-2003)
Um relatório do MPE, denunciou casos de nepotismo cruzado e indícios de corrupção sistêmica.
Mário Couto (2004-2007)
Acusado de corrupção pelo MPE, por desvio de mais de R$ 13 milhões em recursos públicos, no esquema que ficou conhecido por “Tapiocouto”.
Domingos Juvenil (2008-2011)
Fraudes e adulterações apuradas pelo MPE, na folha de pagamento da Alepa realizadas dentro do Departamento de Pessoal. Que concedia adicionais e gratificações indevidas nos contracheques dos envolvidos e incluíam na folha, servidores “laranjas”.
Manoel Pioneiro (2012-2013)
Operação deflagrada pelo MPE, com o apoio da Polícia Civil, apurou fraudes perpetradas no Palácio Cabanagem em contratos suspeitos herdados da administração Domingos Juvenil.
E o desaparecimento de 53 processos licitatórios com indícios de fraude, num suposto “ataque de vírus”, nos computadores. As denúncias apontavam um desvio que ultrapassaria R$ 6 milhões.
Dr. Daniel Santos (2020-2021)
Acusado de envolvimento no desvio de mais de R$ 261 milhões do IASEP, para o Hospital Santa Maria. Desbaratado por uma operação do Gaeco. Deixou grampeada em suas costas uma questão polêmica que o acompanha até hoje relativa ao recolhimento do INSS dos servidores da casa.
Márcio Miranda (2014-2019), foi o único que durante as três gestões como presidente da Alepa, que não esteve envolvido em qualquer tipo de escândalo, corrupção e malversação do dinheiro público. Tendo as contas aprovadas pelos tribunais e premiado por órgãos fiscalizadores.



