A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) estaria sendo alvo de manobras silenciosas e perigosas, lideradas por nomes que já foram alvos de polêmicas no passado. À frente dessas movimentações está o ex-reitor Marcel Botelho, figura conhecida por suas articulações políticas que vão da extrema-direita bolsonarista ao grupo oligárquico mais consolidado do Pará: os Barbalhos.
Recentemente, vieram à tona movimentações de Marcel para colocar sua ex-vice-reitora, Janae Gonçalves, no comando da UFRA, mesmo após a justiça federal cancelar as eleições para reitor. A tentativa não passa de acordos de bastidores, sugerindo uma imposição política dos Barbalhos travestida de solução institucional.

Marcel, o Governo Helder e os Favores Cruzados.
Durante sua gestão como reitor da UFRA, Marcel cedeu, de maneira supostamente ilegal, parte de um terreno da universidade para a construção da Avenida Liberdade, obra tocada pelo governo estadual. O ato, questionado por diversas entidades, foi interpretado como uma cessão da área sem legitimidade plena ao governo Helder Barbalho, do qual Marcel ganhou como contrapartida do favor, se tornando aliado.
O Passado Bolsonarista Que Não se Apaga.
Além de suas conexões com o grupo Barbalho, Marcel também carrega um histórico de afinidade com o bolsonarismo. Em 2019, foi o único reitor do Brasil a solicitar e comparecer a uma reunião com o então ministro da Educação de Jair Bolsonaro, onde esteve acompanhado de figuras do PL como Eder Mauro, em uma agenda que expôs claramente sua afinidade com o governo Bolsonaro. Essa ligação revela o perfil de um articulador que transita entre extremos do espectro político para garantir poder, influência e impedir sua demissão por fraude, utilizando a universidade como moeda de troca para favorecer aliados.
A Comunidade Acadêmica Está Sendo Ignorada.
“Com a suspensão judicial das eleições, abre-se um vácuo que não pode ser preenchido por manobras de um ex-reitor que só teria prejudicado a universidade com supostos desvios e doação do terreno da universidade. A tentativa de “colocar” Janae Gonçalves, sua conivente ex-vice-reitora, como reitora para o tempore, para beneficiar seus interesses, destruindo novamente a UFRA, está sendo usada como palco de interesses políticos. Mais do que um caso isolado, trata-se de uma disputa de poder que ignora o mérito, atropela a comunidade e transforma a universidade em instrumento de barganha.” Confirmou um aluno que não quis se identificar.



