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Após demissão em massa, sem justa causa, profissionais da saúde protestam em frente ao Hospital Abelardo Santos

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Uma manifestação na manhã desta quinta-feira, 1, reuniu profissionais da saúde que trabalharam no Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci. Eles reclamam que foram demitidos em junho, sem justa causa.

Ao todo são quase 200 funcionários entre maqueiros, técnicos esteticistas, técnicos de enfermagem e auxiliar administrativo demitidos pelo  Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (Issaa), organização social de saúde (OSS) que é responsável pela administração do hospital.

Segundo denúncia de um dos ex-servidores, as demissões teriam ocorrida por conta de reclamações feitas pelos servidores por melhores condições de trabalho.


ABELARDO SANTOS


O hospital já foi palco de outros escândalos, como os 19 respiradores achados escondidos, que o MP investiga. A descoberta aconteceu durante o processo de troca de gestão da organização social que administrava o hospital.

Também foi palco de denúncia no fantástico que apontava que uma organização criminosa liderada pelo médico Cleudson Garcia Montali, administrava o hospital na gestão de Hélder, através da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu, durante agosto de 2019 até março de 2021. Cleudson Montali celebrou contratos de gestão mediante licitações fraudulentas com o poder público para administrar a saúde de diversos municípios e desviando parte do dinheiro repassado por força do contrato de gestão às referidas Organizações Sociais.

 

Investigação

 

As investigações, duraram cerca de dois anos e culminou com a prisão de mais de 50 pessoas. As organizações sociais de Cleudson cresceram rapidamente e fecharam contratos em 27 cidades de quatro estados: Pará, Paraíba, Paraná e São Paulo. Conforme a investigação, a quadrilha, que tinha a participação de políticos, desviou R$ 500 milhões, que deveriam ter sido investidos em hospitais e no tratamento da Covid-19.

Informações: RomaNews