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Segundo Revista Veja, investigações mostram proximidade de Helder Barbalho com empresários

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O Pará foi lembrado pela edição de domingo, 25, da Revista Veja. Pena que não foi para relatar sobre as belezas do estado, mas sim para trazer denúncias de corrupção do governo do Pará, na gestão de Hélder(MDB).

A matéria fala sobre três inquéritos sigilosos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que miram a gestão do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), suspeito de participar de um esquema criminoso instalado na administração p pública para fraudar licitações e desviar recursos públicos da área de saúde.

As apurações revelaram que Helder discutia com empresários assuntos relacionados a compras que seriam efetuadas depois pelo Estado. Um dos processos se debruça sobre contratos feitos entre o governo paraense e organizações sociais para a gestão de hospitais de campanha em Belém e municípios do interior. Os valores ultrapassam a cifra de 1,2 bilhão de reais.

Esses contratos dos hospitais de campanha seriam loteados, direcionados, fraudados e superfaturados, segundo os investigadores. O Ministério Público Federal (MPF) encontrou indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro em um esquema ilegal envolvendo empresários e pelo menos quatro secretarias estaduais, por meio da participação de agentes.

Entre as irregularidades apontadas na gestão de hospitais estão sobrepreço de itens, ausência de parecer jurídico sobre os contratos, indícios de que propostas  apresentadas por organizações diferentes eram idênticas e até mesmo subcontratação de serviços médicos por parte dessas entidades. “O descaso com a gestão do sistema de saúde fica evidente nas divulgações que relatam a precariedade das unidades de saúde e dos serviços prestados, a despeito dos repasses milionários de recursos públicos aqui expostos”, apontou o relator do caso no STJ, ministro Francisco Falcão.

Os procuradores também investigam compras efetuadas pelo governo do Pará, como a aquisição de 400 respiradores e 1,6 mil bombas de infusão. 

Barbalho participou diretamente das tratativas, trocando mensagens com o empresário André Felipe Silva, que atuou como representante comercial da empresa de importação SKN. “Os supostos fatos ilícitos investigados são especialmente graves, uma vez que praticados em estado de calamidade pública, em período de crises sanitária, econômica e social ocasionadas pela pandemia”, observou a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo.

Informações matéria Veja.