A vida dos moradores que residem na região da 490, no município de Cumaru do Norte, no sul do Pará, tem sido de sofrimento e dificuldades quando o assunto é falta de infra-estrutura. Distante a cerca de 170 km da sede do município e também dos grandes centros, a população sofre com o distanciamento do poder público municipal que só aparece na região em tempos de eleição.
Como os serviços públicos não chegam até a localidade, a população se une no estilo mutirão, para executar os trabalhos que deveriam ser feitos por trabalhadores e maquinas da prefeitura. Tem sido assim nos últimos sete anos, relata o produtor rural Magno Silva, que reside a bastante tempo na região. ‘’Nós vivemos aqui um verdadeiro esquecimento por parte do poder público municipal, não temos estradas de qualidade, sofremos com pontes velhas e caídas, sem os benefícios dos nossos impostos que são pagos diariamente’’.
Tendo a pecuária como a principal fonte de renda, os produtores sofrem com a falta de manutenção das estradas vicinais que dão acesso a região. Além das estradas em péssimas condições de trafegabilidade, as pontes de madeira estão em péssimo estado de conservação e se tornam o pesadelo dos moradores que diariamente tem que utilizá-las.
Na semana passada mais uma vez a comunidade de uniu, para executar o trabalho que deveria ter sido executado pela gestão da Prefeita Cleusa Temponi (MDB).
O mutirão conta com a participação de pequenos, médios e grandes produtores rurais da esquecida região 490. O agricultor Francisco da Costa Silva, disse que já que o braço do governo municipal está engessado e não chega até a região o jeito e consertar na base de mutirão as estradas e pontes que levam perigo a população. “Estou preocupado porque nessa situação com acidentes acontecendo nessas estradas, andar por aqui todo dia é perigoso, como o governo não vem até nós, nós nos unimos e fazemos o serviço que ele deveria fazer “, comentou o produtor.
Pelo telefone a reportagem tentou entrar em contato com o secretário de Obras do município para saber quando os moradores serão atendidos pela prefeitura, mas o contato não foi possível.
Fonte: Dinho Santos



