Política

Novo prefeito de Tomé-Açu é suspeito de ser mandante de assassinato

Reprodução

Em pleito suplementar realizado neste domingo, 07, o município de Tomé Açu, elegeu o novo prefeito da cidade.

Carlos Antônio Vieira, o “Carlos da Vila Nova”, PL, foi eleito com 11.915 votos. Carlos é pai do ex-prefeito Carlos Vinícius, que foi eleito em 2020, porém teve o registro de candidatura indeferido pela justiça eleitoral.

O que chama atenção é que tanto Carlos da Vila Nova, como o filho Carlos Vinicius são réus na justiça em um duplo assassinato que chocou a população do município e teve repercussão nacional.


RELEMBRE O CASO

 

O advogado Jorge Guilherme de Araújo Pimentel e o empresário Luciano Capacio, foram executados no dia 2 de março de 2013. Segundo as investigações, um dos motivos do crime seria político. Luciano Capacio teria a intenção de se candidatar a prefeito de Tomé-Açu e tinha apoio do advogado Jorge Guilherme.

Outra motivação para o assassinato seria o fato de Luciano ter denunciado irregularidades cometidas pela empresa de construção que pertence a Carlos Vieira. A denúncia de crimes ambientais gerou uma multa de R$ 23 mil. No mesmo ano, a Justiça decretou a prisão preventiva do então prefeito de Tomé-Açú, Carlos Vinícius, e do pai dele, Carlos Vieira, ambos apontados como mandantes do duplo assassinato.

O ex-prefeito foi preso no dia 11 de novembro de 2013, no Distrito Federal. Em março daquele ano, dias depois do crime, a polícia apresentou na Delegacia Geral em Belém, dois suspeitos de envolvimento no crime. Os suspeitos, de 27 e 37 anos, foram apontados como os executores do crime. De acordo com a polícia, o mais velho é pistoleiro profissional, com atuação no município de Paragominas, no sudeste paraense. Ele é suspeito de matar outras seis pessoas e já possuía mandado de prisão preventiva, expedido pela Comarca de Paragominas.

Carlos Vinicius foi destituído do cargo pela Câmara de Vereadores após ser indiciado como um dos mandantes dos crimes. O pai dele, que foi eleito ontem prefeito de Tomé-Açú, permaneceu foragido por vários meses, sendo beneficiado por decisão do ministro do STF, Marco Aurélio Melo, que libertou Carlos Vinícius do cárcere, um mês após a prisão. O processo segue tramitando na justiça, sem data para julgamento.

Fonte: OAntagonista

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